Cultura Gaúcha

A cultura gaúcha é muito rica e se expressa através da música, poesia, danças, comidas típicas e também do vocabulário. Reservamos este espaço para contar um pouco de tudo isto.

  • Vocabulário Gaúcho
    • Aporreado é o nome do cavalo ainda não domado, arisco, selvagem.
    • Boi Barroso é como chamamos os bovinos com pêlo branco-amarelado.
    • Bolicho é o nome das casas de comércio bem sortidas.
    • Campanha é o interior das cidades, apropriado à lavouras e criação de gado.
    • Cancha é o lugar plano, com várias léguas de comprimento por algumas braças de largura, com duas trilhas, preparado especialmente para corridas de cavalos; lugar apropriado para jogar a péla; lugar apropriado ao jogo da tava ou jogo do osso.
    • Candeeiro é uma pequena lâmpada abastecida com querosene ou óleo vegetal. Antigamente muito usada na campanha e também chamada de lamparina.
    • Causo é como chamamos as histórias que contamos: é a mesma coisa que caso, conto, acontecimento, história ou narrativa.
    • Chimarrita é o nome de uma antiga dança popular e de uma poesia cantada com acompanhamento de viola ou violão. Tudo indica que a tradição veio dos Açores, onde existe a sua ascendente com o nome de Chama a Rita.
    • Chimarrão é a bebida quente e amarga. Feita com infusão de erva mate (Ilex Paraguayensis) preparada em cuia de porongo e sorvida através da bomba (tubo metálico com um ralo na extremidade inferior).
    • China é a pessoa do sexo feminino que apresenta alguns dos característicos étnicos das mulheres indígenas.
    • Chinoca é o diminutivo de china (mulher descendente de indios, morena, cabocla).
    • Chote é o ritmo e dança de origem européia muito comum nos fandangos gaúchos.
    • Churrasco é a carne assada no calor da brasa.
    • Coxilhas são as grandes extensões onduladas de campinas cobertas de pastagem, que constituem a maior parte do território rio-grandense e onde se desenvolve a atividade pastoril dos gaúchos.
    • Cuia é o nome dado ao utensílio onde é feito o chimarrão. Assim como a cabaça, a cuia torna-se um recipiente em que são colocados grãos, água, etc.
    • Entrevero é o nome que damos para mistura, desordem, confusão de pessoas, animais ou objetos. Nasceu de reecontro das tropas combatentes, no ardor da luta, se misturam em desordem, brigando individualmente, corpo a corpo, sem mais obedecer a comando, usando predominantemente a arma branca. O
    • Estância é o estabelecimento rural destinado à criação de gado, constituído de grande extensão de campo dividido por cercas de arame, em diversas invernadas, casa de residência do proprietário, casas de empregados, currais, mangueiras, galpões, lavouras, banheiro carrapaticida e outras instalações.
    • Encilhar é o ato de colocar os arreios no animal.
    • Fandango - Atualmente o termo fandango serve para designar qualquer baile ou divertimento. A denominação veio dos antigos bailes campestres, constituidos de danças sapateadas, executadas alternadamente com canções populares, com acompanhamento de viola. Entre essas danças estão as seguintes: anu, balaio, bambaquerê, benzinho-amor, cará, candieiro, cerra-baile, chimarrita, chará, chico-puxado, chico-da-ronda, feliz-amor, feliz-meu-bem, galinha-morta, joão-fernandes, maia-canha, pagará, pega-fogo, recortada, retorcida, sarrabalho, serrana, tatu, tirana. Trata-se de danças portuguesas, alegres e ruidosas, trazidas pelos reinóis ou açorianos, as quais se arraigaram aqui no Rio Grande, tomando feições características do nosso meio. Hoje essas danças estão quase abandonadas nos bailes populares, sendo praticadas, porém, nos centros de culto às tradições gauchescas, que existem em grande número em todo o território do Estado.
    • Farrancho no nosso caso é o animado baile popular, destes onde João Luiz Corrêa toca.
    • Galpão é a construção rústica, geralmente coberta de Santa-Fé, com chão de terra batida ou madeira bruta. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância. É nele que nas horas de folga, ao redor do fogo de chão, acontecem churrascos e rodas de chimarrão, com muita música e gente contando causos.
    • Gaúcho habitante do Rio Grande do Sul, dos pampas argentinhos e uruguaios. Diz-se tbm daquele que adota os usos, costumes e vestimentas dos gauchos.
    • Gauderiar é vagabundear, andar errante, de casa em casa, sem ocupação séria, vivendo às expensas de outrem.
    • Gaudério gaúcho.
    • Laço é a corda trançada de tiras de couro cru, de comprimento que varia entre oito e dezoito braças, ou seja, de dezessete a quarenta metros; é constituido de argola, ilhapa, corpo do laço e presilha.
    • Milonga é a espécie de música crioula platina cantada com acompanhamento de guitarra (violão).
    • Minuano é o vento frio e seco que sopra do sudoeste no inverno. Vem dos Andes, passando pela região onde habitavam os índios minuanos dos quais tomou o nome. // Indígena dos minuanos, tribo que antigamente habitava o sudoeste do Rio Grande do Sul; relativo aos minuanos.
    • Missioneiro é o habitante da região Missioneira do Estado.
    • Negrinho do Pastoreio é uma lenda gaúcha que conta a história dos maus tratos sofridos por um menino escravo que acabou se transformando numa espécie de anjo bom dos pampas. Diz a lenda que acendendo uma vela ao Negrinho, ele nos ajuda a encontrar o que procuramos.
    • Pala é o nome do poncho leve, feito em geral de brim, vicunha ou seda, de feitio quadrilátero, com as extremidades franjadas. Usa-se enfiado em torno do pescoço, como cachecol. (Etim.: Provavelmente vem do castelhano palio, capa, que por sua vez vem do latim pallium).
    • Pealar é o mesmo que laçar um animal que está correndo pelas patas da frente ou pegar alguém de surpresa.
    • Pingo é o nome do cavalo bom, corredor, bonito, fogoso, vistoso, árdego.
    • Poncho é uma espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É o agasalho tradicional do gaúcho no campo.
    • Prenda é o nome da moça gaúcha e também das jóias e relíquias de valor.
    • Querência é o lugar onde alguém nasceu, se criou ou se acostumou a viver, e ao qual procura voltar quando dele afastado.
    • Rancho é o casebre de pau a pique, coberto de santa fé, com um couro como porta, onde moram peões ou gente pobre. Qualquer morada humilde. Palhoça, choupana.
    • Restinga é um tipo de mata de árvores de pequeno porte à margem de rios, arroios ou sangas.
    • Rincão é uma ponta de campo cercada de rios, matos ou quaisquer acidentes naturais, onde se pode pôr os animais a pastarem em segurança. Lugar mais ou menos resguardado na campanha. Qualquer trecho de campo onde haja arroio, capões ou simples mancha de mato. É o mesmo que dizer pago ou querência.
    • Rodeio é o lugar no campo de uma estância onde habitualmante se reúne o gado para contar, apartar, examinar, marcar, assinalar, castrar, vacinar, dar sal, curar bicheiras, etc. É também o conjunto de reses reunidas no rodeio.
    • Tapera é a casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho.
    • Taura é como chamamos o indivíduo valente, arrojado, destemido, valoroso, forte, guapo, resistente, enérgico, folgazão, expansivo, perito em algum assunto, que está sempre disposto a tudo.
    • Tchê é um vocativo para chamar a atenção: "Como vai, tchê?"; "Tchê!, que mulher bonita!". Pode indicar espanto ou zombaria.
    • Trova é o desafio em versos improvisados onde cada trovador tem que criar uma resposta a partir do último verso da estrofe do outro.
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