Farrancho Missioneiro / No Rincão do Risca-Faca / No Rancho da Candoca
Farrancho Missioneiro
Bamo que bamo só de gaita e pandeiro
Que um farrancho missioneiro
Não tem hora pra acabar
E a moçada num trancão bem fandangueiro
Sobre a luz do candiêro
Vão até o dia clareá
Fui convidado pra um farrancho missioneiro
Só de cordeona e pandeiro
Pra bailar a noite inteira
Sou índio guapo criado a reveria
Não tem noite não tem dia
Pra bailanta e borracheira
Bamo que bamo só de gaita e pandeiro
Que um farrancho missioneiro
Não tem hora pra acabar
E a moçada num trancão bem fandangueiro
Sobre a luz do candiêro
Vão até o dia clareá
No Rincão do Risca-Faca
O nego caco me assuntou de um bate-coxa
no salão do carça-froxa, no rincão do risca-faca
baile afamado, cheio de prenda faceira
tava armada a borracheira, pois hoje ninguém me ataca.
Lá da porteira, avistei o entrevero
dáva pra ouvir o pandeiro e o gemido da cordeona
a matungada relinchando no arvoredo
e os gritos do chinaredo, pateando qual redoma.
Tem cordeona e tem festança, num salão de chão batido
Chinaredo a bola pé, querendo arranjar marido
tem cordeona e tem festança, num salão de chão-batido
fandango no risca-faca, é sempre mais divertido
No Rancho da Candoca
Fui num fandango lá no rancho da Candoca,
Tinha um lote de chinoca, tipo um bando de chupim…
E já se vieram, como no arroz da lavoura,
Umas pretas outras louras caindo em riba de mim.
Não sou modelo, nem um raio de esquisito,
Mas é ruim de ser bonito neste tempo de escacez…
Diz o Damásio que nos bailes do rincão
Quem não foge do batom é o que vira freguês.
Vamos moçada neste embalo do gaiteiro
Que a lua é clara podem dançar no intreveiro
Todos já sabem, nos fandangos da Candoca
Depois que a china se enrosca não volta embora solteiro