Nas unhas de um graxaim

(João Luiz Corrêa, Jorge Pinalli e Dionísio Costa)

Ainda bem que a semana se termina
E eu vou aparar as “crina” e dá uma enxaguada no lombo
Lá na bodega vou gastá umas oito nota
Prá comprá um par de botas, que essas tão cheia de rombo
De noitezinha lá no povo tem surungo
E eu acho que hoje eu fungo no cangote da bastiana
Essa medonha tem remelexo nas anca
E é lisinha de pelanca, que nem couro de badana

Faz um bom tempo que essa doida me tenteia
Se assanha e se fresqueia, fazendo zóio prá mim
É só uma lebre que da moita tá saindo
E não sabe que tá caindo nas unhas de um graxaim!

Sou veterano mas nessa picanha nova
Eu quero dar uma sova de fazer tremer os tamanco
Se ela pensa que eu refugo coisa boa
Vai ver que eu sou bem a toa e de burro só tenho o tranco
Sei que os feioso vão me espraguejar de ciúme
Mas não é do meu costume refugá rabo de saia
Por um cambicho até me atiro num perau
Mas mostro com quantos pau é que se faz uma cangaia

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